quinta-feira, 9 de maio de 2013

Placas Tectônicas, maremotos e terremotos

Placas Tectônicas são porções da crosta terrestre (litosfera) limitadas por zonas de convergência ou divergência.

Segundo a Teoria da “Tectônica da placas”, a litosfera é constituída de placas que se movimentam interagindo entre si, o que ocasiona uma intensa atividade geológica, resultando em Terremotos, Maremotos e Vulcôes nos limites das placas.


Atualmente considera-se a existência de 12 placas principais que podem se subdividir em placas menores. Elas são : Placa Eurasiática, Placa Indo-Australiana, Placa Filipina, Placa dos Cocos, Placa do Pacífico, Placa Norte-Americana, Placa Arábica, Placa de Nazca, Placa Sul-Americana, Placa Africana, Placa Antártica e Placa Caribeana.




Os movimentos das placas são devidos às “correntes de convecção”que ocorrem na astmosfera (camada logo abaixo da litosfera): as correntes de convecção são causadas pelo movimento ascendente dos materiais mais quentes do manto (magma) em direção à litosfera, que, ao chegar à base da litosfera, tende a se movimentar lateralmente e perder calor por causa da resistência desta e depois descer novamente dando lugar à mais material aquecido.


No meio dos oceanos Atlântico, Pacífico e Índico, existem cordilheiras que chegam a atingir até 4000 mil metros acima do assoalho oceânico chamadas de Cordilheiras “Meso-oceânicas”. Estas cordilheiras se originam do afastamento das placas tectônicas nas chamadas “zonas de divergência”. São locais onde as correntes de convecção atuam em direções contrárias originando rupturas no assoalho oceânico pelas quais é expelido o magma da astenosfera. Dessa forma, ao esfriar, o magma (ou lava basáltica) causa a renovação do assoalho oceânico.


Outro tipo de movimento das placas tectônicas acontece nas chamadas “zonas de convergência” onde as placas se movimentam uma em direção à outra. Nesse caso, pode acontecer de uma placa afundar por sob a outra nas “zonas de subducção”. Isso acontece entre uma placa oceânica e uma placa continental porque a placa oceânica tende a ser mais densa que a placa continental o que faz com que ela seja “engolida” por esta última. 
Um exemplo é a zona de subducção da Placa de Nazca em colisão com a Placa continental Sul-Americana e responsável pela formação da Cordilheira Andina.


Quando o movimento de convergência ocorre entre duas placas continentais, ou seja, de igual densidade, ocorre o soerguimento de cadeias montanhosas como o Himalaia, por exemplo, que está na zona de convergência das placas continentais Euroasiática e Arábica.
Placas Tectônicas   .
 PRINCIPAIS PLACAS TECTÔNICAS:

PLACA DO PACÍFICO
A maior placa oceânica - são cerca de 70 milhões de quilômetros quadrados - está em constante renovação na região do Havaí, onde o magma sobe e cria ilhas vulcânicas. No encontro com a placa das Filipinas, a placa afunda em uma região conhecida como fossa das Marianas, onde o oceano atinge sua profundidade máxima: 11 034 metros
PLACA DE NAZCA
A cada ano, essa placa de 10 milhões de quilômetros quadrados no leste do oceano Pacífico fica 10 centímetros menor pelas trombadas com a placa sul-americana. Esta, por ser mais leve, desliza por cima da placa de Nazca, gerando vulcões e elevando mais as montanhas dos Andes
PLACA SUL-AMERICANA
Como o Brasil está bem no meio desse bloco de 32 milhões de quilômetros quadrados, sente pouco os efeitos de terremotos e vulcões. No centro do continente, a placa mede 200 quilômetros de espessura. Na borda com a placa da África, os terrenos mais jovens não passam de 15 quilômetros
PLACA DA AMÉRICA DO NORTE E DO CARIBE
Com 70 milhões de quilômetros quadrados, engloba toda a América do Norte e Central. O deslocamento horizontal em relação à placa do Pacífico cria uma fronteira turbulenta: em um dos limites, na Califórnia, está a falha de San Andreas, famosa pelos terremotos arrasadores
PLACA DA ÁFRICA
No meio do Atlântico, uma falha submersa abre caminho para o magma do manto inferior, fazendo com que esse bloco se afaste progressivamente da placa sul-americana - com quem formava um continente único há 135 milhões de anos - e cresça de tamanho. A tendência é passar os 65 milhões de quilômetros quadrados atuais.
PLACA DA ANTÁRTIDA
A parte leste da placa, que há 200 milhões de anos estava junto de Austrália, África e Índia, chocou-se com pelo menos cinco placas menores que formavam o lado oeste. O resultado é um bloco que dá suporte à Antártida e a uma parte do Atlântico Sul, em um total de 25 milhões de quilômetros quadrados.
PLACA INDO-AUSTRALIANA
O bloco de 45 milhões de quilômetros quadrados que sustenta a Índia, a Austrália, a Nova Zelândia e a maior parte do oceano Índico ruma velozmente para o norte. Além do subcontinente indiano se chocar com a Ásia, a borda nordeste bate na placa das Filipinas, criando novas ilhas na região turbulenta
PLACA EUROASIÁTICA OCIDENTAL
Sustenta a Europa, parte da Ásia, do Atlântico Norte e do mar Mediterrâneo. Na trombada com a placa indo-australiana, nasceu o conjunto de montanhas do Himalaia, no sul da Ásia, onde há mais de 100 montanhas com altitudes superiores a 7 mil metros. Sua área total é de 60 milhões de quilômetros quadrados
PLACA EUROASIÁTICA ORIENTAL
Em seu movimento para o leste, esse bloco de 40 milhões de quilômetros quadrados choca-se contra a placa das Filipinas e com a do Pacífico, na região onde fica o Japão. O encontro triplo é tumultuado e dá origem a uma das áreas do globo com maior índice de terremotos e vulcões
PLACA DAS FILIPINAS
Essa pequena placa de apenas 7 milhões de quilômetros quadrados concentra em seus limites quase a metade dos vulcões ativos do planeta. Colisões com a placa euroasiática oriental causam terremotos e erupções destruidoras, como a do monte Pinatubo, em 1991, considerada uma das mais violentas dos últimos 50 anos.



Estrutura interna da Terra


A estrutura interna da Terra é representada em modelos que se baseiam em dois critérios diferentes: a composição química e as propriedades físicas. No modelo as estrutura interna da Terra segundo a sua composição química, são consideradas três unidades estruturais concêntricas – crosta, manto e núcleo.
A crosta é a camada mais rochosa mais superficial da Terra, com espessura que vai de 0 a 40 km de profundidade. É composta por cerca de 70% de oxigênio e silício. A crosta possui densidade entre 2,7 g/cm³ e 2,9 g/cm³. Essa é a densidade média dos minerais que e rocha que compõem grande parte da crosta terrestre. Nas regiões montanhosas a crosta pode alcançar 65 km de espessura. 

 
A  Crosta pode ser subdividida em: Crosta Continental: Menos densa e geologicamente mais antiga e complexa, normalmente apresenta uma camada superior formada por rochas graníticas e uma inferior de rochas basálticas, e Crosta Oceânica: Comparativamente mais densa e mais jovem que a continental, sendo normalmente é formada por uma camada homogênea de rochas basálticas.
O Manto está localizado abaixo da crosta, representando cerca de 83% do volume da Terra, com uma profundidade de 2900 km e pode ser dividido em manto superior e manto inferior. Encontra-se separando o núcleo pela descontinuidade de Gutenberg. O manto é composto por rochas com densidade intermediária, predominando os compostos de oxigênio e magnésio, ferro e silício.
O núcleo é a parte central da Terra, sendo formado por predominante por ferro e níquel. O núcleo externo é líquido e inicia-se numa profundidade de cerca de 2900 km. O núcleo interno é sólido e entende-se a partir de 5150 km até o centro da Terra, a cerca de 6400 km.
A energia mantida nas camadas mais internas provoca uma série de modificações na superfícies terrestres. Alguns fenômenos naturais são “manifestações” dessa “energia presa” no interior da Terra, quando “libera” gera terremotos e vulcanismo. Essa mesma energia é capaz de mover grandes camadas de crosta terrestre, a qual se encontra fracionada em extensas placas tectônicas.



O globo terrestre é constituído por quatro regiões, sendo: litosfera, astenosfera, mesosfera e endosfera.

A litosfera, é uma zona sólida e rígida, compreende a crosta e a parte mais externa do manto superior.

A astenosfera, uma zona de baixa rigidez e de comportamento plástico, situa-se desde a base da litosfera até à profundidade de 350 km.

A mesosfera, uma zona rígida estende-se desde a base da astenosfera até à fronteira do manto com o núcleo.

A endosfera pode ser dividida em duas regiões: a endosfera externa, líquida, e a endosfera interna, sólida.

Terremoto

Um terremoto é um fenômeno de choque repentino e passando a crosta causada pela libertação de energia armazenada na forma de ondas sísmicas . Os mais comuns são causados ​​pela ruptura de falhas geologia. Elas também podem ocorrer por outras razões, por exemplo, o atrito na orla das placas tectônicas, processos vulcânicas ou mesmo ser produzidas pelo homem, quando testando detonações nucleares subterrâneos.O ponto de origem de um terremoto é chamada de hipocentro . O epicentro é o ponto na superfície da Terra diretamente acima do hipocentro. Dependendo de sua intensidade e origem, um terremoto pode causar mudanças na crosta terrestre, deslizamentos de terra, tsunamis ou atividade vulcânica. Para a medição da energia liberada por um terremoto são utilizadas diferentes escalas entre a escala Richter é a mais conhecida e utilizada nos meios de comunicação.

Causas

A causa dos terremotos está liberando energia a partir da crosta terrestre, como resultado de atividades acumuladas vulcânicas e estruturas tectônicas, que são principalmente nas bordas da placa .Embora a atividade tectônica e vulcânica são as principais causas terremotos gerados são outros fatores que podem originar-los:
- Sedimentos rockfalls acumulação nas encostas das montanhas, cavernas colapso.                                       - Aterações ao regime de fluxo .   
- Variações bruscas de pressão atmosférica por ciclones .     
- Esses fenômenos geram eventos de baixa magnitude, que geralmente caem na faixa de micros tremores detectáveis ​​apenas por sismógrafos .
Locais
Sismos Tectónico ocorrem frequentemente em áreas em que a concentração de forças geradas pelos limites das placas de dar origem a movimentos de ajuste no interior e sobre a superfície da Terra . Por esta razão, os terremotos de origem tectônica estão intimamente relacionados com a formação de falhas . Comumente ocorrem no final de um ciclo de sísmica: período durante o qual se acumula no interior da estirpe Terra viria a ser lançado de repente. Esta libertação corresponde ao sismo, após o qual a estirpe começa a acumular-se novamente.O ponto dentro da Terra onde o terremoto se origina é chamado de foco sísmico ou hipocentro. O ponto da superfície que está diretamente em hipocentro vertical, que, assim, é afetada pela primeira agitar chamado epicentro.

10 maiores terremotos da história recente
Magnitude           Lugar                                                Ano
9,5    Valdivia , Chile                                                      1960
9.3  Aceh , Indonésia                                                    2004
9.2   Prince William Sound , Alasca , EUA                    1964
9   Kamchatka , Rússia                                                 1952
9 Prefeitura de Miyagi , Japão                                    2011
9 Arica , Antes Peru , agora Chile                               1868
9 Michoacan , México                                                 1858
9 Lisboa , Portugal                                                       1755
8,9 Aceh , Indonésia                                                    2012
8.8 Cobquecura , Chile                                                2010

Efeitos de terremotos
Os efeitos de um sismo pode ser uma ou mais das quais são descritas abaixo.
Movimento e ruptura do solo:
Movimento e ruptura terreno são os principais efeitos de um terremoto sobre a superfície da Terra, devido à fricção das placas tectônicas, causando danos a edifícios ou estruturas que são rígidas na área afetada pelo terremoto. Danos em edifícios depende: a) a intensidade de movimento, b) a distância entre a estrutura e o epicentro c) geológico e geomorfológico melhor permitir a propagação de ondas.
Deslizamentos de terra e deslizamentos de terra:
Terremotos, tempestades , atividade vulcânica, maremotos e fogo pode levar à instabilidade nas bordas de morros e outras elevações do terreno, causando mudanças na terra.
Fogo:
O fogo pode ser causado por uma falha de energia posteriormente danificar o gás nas grandes cidades. Um caso de destaque deste tipo de evento é o terremoto de 1906 em San Francisco , onde os fogos causaram mais mortes do que o terremoto.
Liquefação do solo:
A liquefacção ocorre quando, por causa do movimento, o material saturado de água, tais como areia, perde temporariamente a sua coesão e as mudanças de sólido para líquido. Este fenômeno pode levar ao colapso de estruturas rígidas, como prédios e pontes.

Tsunami ou Maremoto

Um tsunami ou maremoto  é uma série de ondas de água causada pelo deslocamento de um grande volume de um corpo de água, como um oceano ou um grande lago. Tsunamis são uma ocorrência frequente no Oceano Pacífico; aproximadamente 195 eventos desse tipo foram registrados.1 Devido aos imensos volumes de água e energia envolvidos, tsunamis podem devastar regiões costeiras.Sismos, erupções vulcânicas e outras explosões submarinas (detonações de artefatos nucleares no mar), deslizamentos de terra e outros movimentos de massa, impactos, e outros distúrbios acima ou abaixo da água têm o potencial para gerar um tsunami.O historiador grego Tucídides foi o primeiro a relacionar tsunami a sismos submarinos,2 3 mas a compreensão da natureza do tsunami permaneceu escassa até o século XX e ainda é objeto de pesquisa. Muitos textos antigos geológicos, geográficos e oceanográficos referem-se a tsunamis como "ondas sísmicas do mar".Algumas condições meteorológicas, tais como depressões profundas que provocam ciclones tropicais, pode gerar uma tempestade, chamada meteotsunami, o que pode elevar as marés a vários metros acima do nível normal. O deslocamento vem da baixa pressão atmosférica no centro da depressão. Essas tempestades atingem a costa, o que pode assemelhar-se (embora não o são) a tsunamis, inundando vastas áreas de terra. Uma onda desse tipo inundou a Birmânia (Myanmar), em maio de 2008.


CEEPRO Visconde de São Leopoldo
Turma : 1AI2
Alunos
João Vitor Viegas da Silva, Bruna Lopes e Lucas Assmann Rambo
POMPILIO ROCHA & GUSTAVO OLIVEIRA
Mirela S. Garcia e Tamiris Q. Garcia e Daniela Santos.

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